Martinelli e Dutra · Contratos Públicos

Contratos Públicos

Contrato público tem equação econômica: cuidar dela é cuidar da margem.

Antes de assinar, durante a execução

Contratar com o poder público não é só vencer a licitação.
É manter o contrato de pé.

Obras, serviços e fornecimentos para município, Estado ou União têm regras próprias: o preço proposto precisa continuar fazendo sentido ao longo da execução. Por isso a análise do contrato vem antes da decisão, e continua depois dela.

A equação

Proposta, planilha de custos, matriz de riscos e as condições do edital que sustentam o preço.

A execução

Cronograma, medições, aditivos, pagamentos e a relação com a fiscalização do órgão.

O prazo

Pedidos, recursos e defesas têm prazos curtos. Perder um deles pode custar mais do que o próprio pedido.

Sem esses três mapas, a margem fica ao acaso.

Assuntos que o contratado
precisa decidir.

Escolha um tema para ver as situações mais comuns e o que a análise considera.

Reequilíbrio econômico-financeiro (REFIC)

Quando o contrato muda de condição depois da proposta, a equação econômica pode pedir ajuste. Cada caso depende do fato, do risco alocado e da prova.

Situações comuns

  • Fatos imprevisíveis e aumento de custos
  • Atrasos e paralisações atribuídos à Administração
  • Matriz de riscos e alocação de responsabilidades
  • Pedido administrativo e prazos
  • Documentação de prova

O que analisamos

  • A lei aplicável (Lei 14.133/2021 ou Lei 8.666/1993)
  • O fato, a causa e o impacto na equação do contrato
  • O prazo e a forma do pedido à Administração
  • A prova e a memória de cálculo
Diagnóstico por assunto

Escolha o que você
quer resolver.

Cada assunto tem o seu próprio roteiro de perguntas. No fim, você vê os pontos que merecem análise e os caminhos a avaliar. Não é um parecer: é um mapa para uma conversa melhor. As respostas ficam só no seu aparelho.

Como analisamos.

Quatro etapas, nesta ordem. Cada uma depende da anterior.

  1. 1

    Escuta

    O que o contrato precisa e o que a empresa não pode perder.

  2. 2

    Mapa do contrato

    Edital, proposta, planilha, riscos, aditivos e comunicações, com os documentos na mesa.

  3. 3

    Cenários comparados

    Os caminhos lado a lado: o que cada um exige, custa e arrisca.

  4. 4

    Execução e revisão

    Pedidos, recursos e comunicações, com revisão quando as normas ou os índices mudarem.

Perguntas frequentes.

O que é o reequilíbrio econômico-financeiro (REFIC)?

É o ajuste do contrato para restabelecer a relação entre o que o contratado se obrigou a fazer e o que recebe, quando um fato posterior à proposta rompe essa relação. Aqui, REFIC não é o programa de parcelamento de dívidas. Depende do fato, do risco previsto no contrato, da prova e do prazo do pedido. Conteúdo informativo: confira a regra vigente.

Qual a diferença entre reajuste, repactuação e revisão?

O reajuste atualiza o preço por índice previsto no contrato, em regra de forma periódica. A repactuação costuma ser usada em serviços contínuos com mão de obra, a partir da variação demonstrada dos custos. A revisão trata de fato extraordinário que altera a equação do contrato. Cada instrumento tem requisitos e prazos próprios.

Todo aditivo é possível?

Não. O aditivo depende de hipótese prevista em lei e no contrato, de justificativa, de formalização e, no caso de valor, de limites legais. Executar sem aditivo ou ordem formal costuma gerar discussão sobre pagamento. Confira a regra vigente antes de agir.

Quais prazos merecem mais atenção?

Os de impugnação do edital, de recurso em licitação, de resposta a notificações e de pedido de reequilíbrio, reajuste ou aditivo. Em geral são curtos e fixados no edital, no contrato e na lei aplicável. Perder um deles pode limitar as opções.

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